segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O Flip e eu…

Eu conheço o Flip à já muitos anos, sempre o admirei pela força de viver que ele tem.
Nunca pensei que entre nós pudesse acontecer algo, mas tudo começou com uma volta na sua mota.
Eu devia ser a única pessoa que nunca deu uma volta com ele. Um dia combinamos ir todos para a praia e quando cheguei lá ele também estava a chegar, saí do carro e disse-lhe para não desligar a mota que eu queria dar uma voltinha.
Sentei-me atrás dele e agarrei-me com todas as forças, eu sabia que o passo seguinte, ou os primeiros metros iam ser com a roda da frente no ar.
Com as mãos na sua barriga apercebi-me que ele até tinha uns músculos muito bem delineados. Coisa que nunca tinha reparado, ele era simplesmente um grande amigo.
Nessa noite fomos todos para casa dele fazer um grande churrasco. Nós os dois ficamos com a parte das saladas, eu lavava e ele cortava. Foi aí que começou, um olhar sedutor e um toque de mãos demorado, deram-me a entender que eu não lhe era indiferente.
No dia a seguir eu estava irrequieta, tinha de saber o que ele realmente queria dizer.
Mandei-lhe uma mensagem que dizia “Isto deu faísca…” a resposta foi tudo menos o que eu esperava. “ Sofia, já à muito tempo que tento seduzir-te, deves andar com a cabeça no ar para nunca teres reparado. O teu corpo deixa-me louco de tesão e os teus seios encostados a mim, ontem, só me deixaram mais louco ainda. Confesso que tinha um pouco de medo para me declarar, mas eu não sabia qual ia ser a tua reacção e o que eu procuro é mesmo só sexo. Beijo, Flip”
Eu fiquei de boca aberta, devia andar mesmo com a cabeça no ar. Combinamos um encontro em minha casa na manhã seguinte, eram seis horas da manhã quando a campainha tocou. Levantei-me, vesti o meu roupão e fui à porta. Lá estava ele com um saco de pães que cheiravam uma maravilha.
-“Eu conheço o padeiro!” – disse ele, realmente quase nenhuma padaria estava aberta àquela hora da manhã.
Fomos para a cozinha, preparei dois cafés e comemos os pães com manteiga. E então ele começou a contar tudo o que já tinha feito para me seduzir e que já começava a ficar frustrado por não ter sucesso comigo.
Ele não tinha ido trabalhar e foi o que eu fiz também, liguei para o meu chefe, inventei uma desculpa e desliguei. Quando me voltei ele estava encostado a mim, soltou-me os cabelos e beijou-me, despiu-me o roupão e admirou o meu corpo nu.
-“Linda!” – foram as palavras dele –“ simplesmente linda!” Ele pegou em mim e levou-me para a cama, que ainda estava quente, deitou-me e começou por me beijar as pernas foi subindo e começou a usar também a língua até que chegou à minha gruta, lambeu-me e um arrepio fez-me estremecer o corpo todo, ele chupava e lambia como nunca ninguém me tinha feito, a língua dele era uma maravilha. Pôs um dedo dentro e chupou-me o clítoris, o que me levou ao sétimo céu.
Ele despiu-se e penetrou-me. Os movimentos dele eram lentos, o que me deixava louca, as mãos percorriam cada curva do meu corpo, ele chupava-me os mamilos, arrepiava-me. Eu não aguentava, queria mais, mais força. Eu movimentava a minha anca ao mesmo tempo que ele espetava bem fundo, eu tinha de fazer qualquer coisa.
Rolei-me para cima dele e comecei a cavalgar aquele mastro, primeiro devagar e depois com força, com muita força…
-“ Tem calma” – disse ele –“ mais devagar eu não me quero vir já, eu quero saborear esse teu calor!”
Mas eu não aguentava, saí de cima, pus-me de gatas dei-me uma palmada no rabo e disse: -“ Mas eu quero, fode-me, fode-me com força!” – era uma ordem.
Um novo fogo parecia ter incendiado nos olhos dele, ele penetrou-me por trás, agarrou-se à minha anca com força e fodia-me com vigor. Eu sentia o pau dele todo dentro de mim, eu gritava de prazer e vim-me. Deitei-o e comecei a mamar, tão fundo quanto podia, senti os músculos dele a contraírem-se e engoli cada gota que ele deitou.
Fodemos toda a manhã, perdi a conta à quantidade de orgasmos que tive.
A nossa relação durou cerca de quatro anos, fodemo-nos em todos os sítios possíveis e imaginários. Era a relação perfeita, sem direitos nem deveres simplesmente um sim ou um não.
Um dia acordei com vontade de o ter outra vez, liguei-lhe, mas a resposta dele foi ríspida. E então eu disse:
-“ Olha, preciso urgentemente de falar contigo, passo na tua casa logo à tarde, pode ser?”
-“ Sim, pode ser, xau.” E desligou. Consciente ou inconscientemente eu tinha tomado uma decisão, pôr fim à nossa aventura, tinha decidido e estava decidido.
À hora marcada eu estava lá, recebeu-me com um sorriso forçado.
-“ Que se passa contigo hoje?” – perguntei.
-“ A minha companheira, ela descobriu…”
-“ Então, nem é tarde nem é cedo, é melhor acabarmos com isto por um bom tempo, eu não te ligo, tu não me ligas e esquecemo-nos e o que aconteceu entre nós” – disse eu friamente, eu tinha de mostrar convicção nas minhas palavras. Mas a reacção dele foi inesperada. Ele abraçou-me e disse que não conseguia, queria uma última vez. Eu disse que não, mas ele começou a beijar-me, tentou desapertar-me as calças, eu lutava contra ele.
Conseguiu pôr a mão por dentro das calças e penetrou-me com o dedo. Aquela luta e o movimento da mão começavam a deixar-me louca, ele sabia do que eu gostava e tinha mais força que eu.
-“ Não, pára, eu não quero foder!” – disse eu com fúria. Funcionou, ele parou, olhou-me nos olhos e disse:
-“Não queres mesmo!? Pelo menos faz-me um broche, deixa-me vir na tua boca. Tu sabes que ninguém mama tão bem como tu! Deixa-me saborear o teu corpo, anda lá, por favor!”
Não resisti, uma última vez também eu queria e não deixei o meu orgulho falar mais alto. Com avidez despi-lhe as calças, mesmo ali encostados ao portão da rua, eu meti o car*lho dele todo na boca, sincronizei o movimento da mão com o da boca e mamava com vontade. Numa posição difícil ele conseguiu chegar com a mão à minha gruta, masturbava-me com experiência, como só ele sabia. Senti que ele se vinha aumentei o ritmo até que o liquido parou de sair. Com as mãos limpei a cara, olhei para ele, ele estava ofegante e com cara de satisfeito disse:
-“ És uma maravilha, esse teu piercing na língua ainda dá mais tusa, tens a certeza que não queres mais? Ainda estou capaz de te dar uma valente foda!”
Eu sabia-o perfeitamente, simplesmente não queria foder. Compus-me e pela primeira vez beijei-o com paixão, como se soubesse que nunca mais o ia ver, como se perdesse uma parte de mim e fui embora.
À volta para casa sorria enquanto conduzia, estava satisfeita comigo própria.
Debaixo do duche pensei “ Acabou e eu é que fiquei com a melhor parte”.
Com a água a escorrer pelo meu corpo encostei-me à parede e masturbei-me uma última vez a pensar no Flip.

1 comentário:

Anónimo disse...

Love it....
Pena nao me deixares ser a tua...Sofia!
=P
***besos***